Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, ao discursar no Palácio do Planalto durante a cerimônia de comemoração pelos 50 milhões de brasileiros atendidos pelo Programa Saúde da Família, que a consolidação do sistema democrático no Brasil permitiu ao governo alcançar avanços na área de saúde.
O presidente lembrou que, na época da Constituinte, era desejo dos parlamentares implantar o Sistema Único de Sáude (SUS). ‘‘Os partidos discutiam e se debatiam e surgiu o SUS, mas ele não havia sido implantado de fato. O que fizemos foi implantar o SUS’’, afirmou.
FHC enfatizou que o governo promoveu mudanças na saúde ‘‘sem utilizar processos para beneficiar quem quer que seja. Nem o presidente, nem ninguém’’. Em sua avaliação, a democracia também foi fundamental para diminuir os gastos do governo e descentralizar a administração federal.
Ao comentar os avanços na área social do Brasil, o presidente: ‘‘Ouvi calado durante sete anos e meio que o governo se interessava pelo mercado e não pelos seres humanos. Termino meu mandato com a convicção de que, se o mercado não atrapalhou tanto, foi porque nós seguramos com medidas enérgicas. Tudo isso foi feito porque nós queríamos olhar para os seres humanos’’. E ressaltou que nos últimos sete anos foi feita no País a maior ‘‘revolução social’’ da história, especialmente na área de saúde.
Programa - O programa Saúde da Família conta, em 2002, com o total de R$ 1,3 bilhão do Orçamento do Ministério da Saúde. O dinheiro é repassado aos municípios por meio do Fundo Nacional de Saúde. Segundo o Ministério, o valor transferido para cada município depende do total de equipes formadas e do percentual de atendimento registrado na cidade. Assim, quanto maior o número de pessoas atendidas, maior o valor do repasse anual -que varia de R$ 28 mil a R$ 54 mil por equipe. A cada nova equipe implantada, o Ministério garante o repasse de mais R$ 10 mil para o município, dinheiro que será usado na adequação da unidade de saúde onde atuará o novo grupo.

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