O porta-voz da Presidência, Sergio Amaral, rejeitou ontem qualquer relação entre o fato de dois dos principais financiadores da campanha eleitoral do presidente Fernando Henrique Cardoso - o grupo La Fonte e a Inepar - integrarem o consórcio que adquiriu a Tele Norte Leste. ‘‘A ação do BNDES em relação ao leilão, e mesmo pós-leilão, é a prova mais clara de que não há qualquer relação entre as doações de campanha e a ação do governo’’, argumentou.
Amaral confirmou que Fernando Henrique recebeu o empresário cearense Carlos Jereissati, do grupo La Fonte, no último dia 17. Considerou, entretanto, ‘‘inadmissível’’ indagar se neste encontro Jereissati entregou ao presidente as fitas com as gravações clandestinas do grampo feito no telefone do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). ‘‘Não respondo a esta pergunta porque ela é inaceitável’’, disse acrescentando: ‘‘É uma insinuação que não tem qualquer base em fato’’.
Segundo o porta-voz, o presidente recebeu o empresário cearense ‘‘assim como recebeu quase todos os que venceram leilões de privatização, que vêm trazer ao presidente, apresentar a ele os planos da empresa’’. Amaral disse que o encontro com de Jereissati com FHC foi um fato público.
Amaral classificou como ‘‘rumor que não tem qualquer fundamento’’ informações sobre o envolvimento de ministros da Presidência da República na divulgação das fitas clandestinas do grampo telefônico no BNDES. (A.E)

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