FHC diz que é necessário adequar receitas e despesas
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terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>Do Rio de Janeiro 
O presidente Fernando Henrique Cardoso, em discurso na manhã de ontem, no Rio de Janeiro, voltou a criticar as agências de classificação de risco e a defender uma globalização solidária, ao mesmo tempo em que enviou um recado ao Congresso no que diz respeito ao Orçamento. ''Na economia, na formação de Orçamento não há mágica. A lógica é a mesma para todos os países. É preciso adequar receitas e despesas.''
O presidente pediu desculpas ao discursar em português para uma platéia de estrangeiros. Fez um discurso recheado de citações, que incluíram Tolstoi, Marx e estudiosos latino-americanos. Fez comentários filosóficos sobre o que chamou de ''a morte da distância'', referindo-se ao desenvolvimento tecnológico e à globalização. FHC foi mais enfático ao defender os interesses brasileiros no mundo globalizado, afirmando que não se pode entrar de maneira ingênua na discussão da abertura econômica.
Outro alvo do presidente foi o sistema financeiro internacional, que para ele tem que se tornar mais estável e imune às crises e turbulências. ''Nenhum país está imune às ondas de dificuldades que se colocam em momentos de crise, mas os países em desenvolvimento sempre levam a pior e as agências de risco nos dão notas, perdendo às vezes as fronteiras entre a piscologia e a economia em momentos em que as expectativas pesam mais do que os fatos'', comentou.


