FHC discursa na Assembléia Francesa
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terça-feira, 30 de outubro de 2001
Agência Estado<bR> De Parias 
O presidente Fernando Henrique Cardoso buscou ontem consolidar, em Paris, o papel de líder da América Latina. Recebido com todas as honras dispensadas aos chefes de Estado, ele foi o primeiro presidente brasileiro e o décimo chefe de Estado e de governo a discursar na Assembléia Nacional Francesa. FHC foi aplaudido de pé, por alguns minutos, pelos deputados franceses. ''Foi um discurso de conteúdo, equilibrado em suas posições'', elogiou Jean Pierre Chevenement, candidato à presidência da República pelo Movimento pela Democracia, partido de esquerda que faz oposição ao presidente Jacques Chirac.
Fernando Henrique teve o discurso, de quatro laudas e 16 minutos, interrompido nove vezes por aplausos. Na platéia, perto de 80% dos 575 parlamentares assistiram à fala do presidente. Tiveram a companhia do primeiro-ministro francês Lionel Jospin, presidente do Partido Comunista, Robert Hue, e empresários, como Serge Dassault, ex-presidente da Dassault, parceira da Embraer no Brasil.
Num texto em que mesclou, com sofisticação, princípios democráticos, pregação pela paz, condenação das desigualdades entre as nações, FHC fez defesa veemente de um novo ordenamento mundial, e criticou o comportamento hegemônico dos EUA. O presidente brasileiro também falou da importância do fortalecimento da democracia, do vigoroso Protocolo de Kyoto (meio-ambiente), do estatuto do Tribunal Penal Internacional, e de solidariedade entre as nações. ''Se é certo que a globalização aproxima mercados e sistemas produtivos, não é menos certo que a paz no mundo depende de uma ética da solidariedade'', ressaltou.
Ferrando Henrique começou sua viagem por Madri, de onde seguiu domingo para o interior da Inglaterra, para um jantar com Tony Blair, em companhia de Bill Clinton.


