FHC dá posse a novos ministros
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terça-feira, 02 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conseguiu montar a equipe de auxiliares que o acompanhará até o fim do mandato com o peso político e técnico que desejou. Ao dar posse hoje aos novos ministros, terá entre eles uma estrela política e uma jurídica, representadas pelo ex-deputado Euclides Scalco, que assumirá a Secretaria Geral da Presidência da República, e por Miguel Reale Júnior, novo ministro da Justiça.
Para outros ministérios, cujos titulares deixaram as pastas para disputar cargos eletivos na eleição de outubro, o presidente optou por uma equipe mista de políticos e técnicos. Para o Ministério de Minas e Energia vai Luiz Gonzaga Perazzo, que conseguiu a proeza de ser ligado ao PFL e ao PSDB. Embora indicado pelo ex-ministro José Jorge, vice-presidente nacional do PFL, Perazzo é ligado mesmo é ao ex-governador, ex-deputado e ex-prefeito de Recife Roberto Magalhães, do PSDB.
O Ministério dos Transportes, que durante sete anos foi comandado por Eliseu Padilha, nome forte do PMDB, volta para um dos dirigentes do partido. A partir de hoje, o ministro será o deputado João Henrique (PMDB-PI), que entra no lugar de Alderico Lima, secretário-executivo que comandava o ministério desde a saída de Padilha. Ao receber o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), na noite de segunda-feira, o presidente FHC disse que desejava devolver ao PMDB o ministério que sempre fora do partido.
No Ministério do Trabalho assume o cargo que era do deputado Francisco Dornelles (PPB-RJ) o secretário-executivo Paulo Jobim. Não houve problema na sucessão, porque Jobim é de confiança de Dornelles e do PPB.
No Ministério das Comunicações entra Juarez Quadros, até então secretário-executivo, no lugar do deputado Pimenta da Veiga (PSDB-MG), que vai coordenar a campanha do tucano José Serra (SP) à presidência.
A escolha mais difícil foi a do ministro da Justiça, que vai substituir o deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Havia dois complicadores: o presidente não queria mais confusão com o PFL, que acusa Ferreira de ter montado uma operação de busca e apreensão na empresa da governadora Roseana Sarney (Maranhão), com fins eleitorais, para desmoralizá-la. Além do mais, desejava para o lugar um jurista respeitado no País.
Por fim, o presidente foi atrás de Miguel Reale Júnior, que como Euclides Scalco, era lembrado para o ministério sempre que havia a possibilidade de uma troca. Reale Júnior demorou a dar uma resposta. Mas a insistência de FHC foi tão grande que, no início da noite de ontem, ele resolveu aceitar o cargo.


