São Paulo Dando prosseguimento aos preparativos para a transição política e à troca do governo Federal, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ontem que vai consultar a opinião do presidente eleito apenas em temas relevantes, que tenham desdobramentos que ultrapassem o atual mandato.
A informação faz parte de nota divulgada, ontem, pela Casa Civil do governo tucano. De acordo com a nota, assuntos rotineiros, ''mesmo que tenham impacto a partir de 2003, não serão necessariamente objeto de consulta, como por exemplo as atividades relacionadas à rolagem da dívida pública''.
A nota assinada pelo ministro Pedro Parente diz ainda que ficará a juízo de cada ministro definir os assuntos que serão objeto de consulta à equipe de transição, embora isso não elimine a obrigação e disposição do atual governo de prestar todas as informações requeridas pelo futuro governo.
Segundo a Casa Civil, não haverá compartilhamento de decisões ''já que a responsabilidade sobre as decisões tomadas até 31 de dezembro é da atual administração''. De acordo com a nota, a afirmação de que a opinião da nova equipe será ''preponderante'' divulgada anteontem pelo Palácio da Alvorada foi feita exclusivamente em referência à revisão do acordo econômico-financeiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em relação à concorrência para aquisição de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) no valor de US$ 700 milhões, a nota oficial de ontem esclarece que o tema será objeto de consultas ao presidente eleito no domingo, mas que o presidente Fernando Henrique Cardoso reserva-se o direito de decidir de acordo com a sua avaliação, na hipótese de não haver consenso entre os dois. Antes do fim do ano, FHC deve convocar o Conselho de Defesa Nacional para expor o relatório com avaliação detalhada de cada avião concorrente.

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