FHC comemora índices pró-governo
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Agência Estado Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu ontem, durante discurso no Palácio do Planalto, as críticas de que o seu governo segue um modelo neoliberal. Animado com a divulgação de que nos últimos doze meses a inflação em São Paulo acumulou o índice de 5,81%, o mais baixo desde 1951, e com os dados de melhora do nível de escolaridade e da redução do crescimento demográfico no País, o presidente desafiou seus opositores a mostrarem com números que o governo prega a prevalência cega do mercado e que não está dando atenção para o social.
Fernando Henrique chamou de cegos os que imaginam que predomina em seu governo uma visão voltada apenas para o mercado e garantiu que está reformulando o Estado para garantir aos empresários capacidade de competição. Nós estamos assistindo à passagem de um capitalismo selvagem para um capitalismo com a consciência social, afirmou acrescentando que este novo capitalismo precisa de um governo capaz de cobrar, de ter regras e de expor ao País o que está sendo feito.
Ele relembrou as críticas de que o Plano Real controlaria a inflação apenas durante o período eleitoral e ironizou: Os maledicentes de sempre já perceberam que vai ser para muitos períodos eleitorais. Fernando Henrique voltou a dizer que o governo está atento e não irá permitir que nenhum motivo eleitoreiro comprometa a luta contra a inflação. Há muito tempo, desde que nós começamos o Plano Real, o Brasil percebeu que iríamos controlar a inflação.
Para o presidente, é ilusão imaginar que seria possível promover as mudanças sociais que estão ocorrendo no Brasil sem o controle da inflação. Depois de citar dados de 1996, do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), que apontam um aumento da escolaridade no País, Fernando Henrique acrescentou: Só os piores cegos, que são os que não querem ver, é que imaginam que o governo não esteja dando atenção ao social.
Além dos dados positivos do IBGE, o presidente citou também as mudanças e os investimentos que estão sendo realizados em função das privatizações. Segundo afirmou, seu governo recuperou a idéia da hidrovia, financiou concessões de toda a malha ferroviária e de 52% das atividades portuárias.


