FHC colhe dividendos com crise
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domingo, 06 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Brasília Articuladores do Palácio do Planalto acham que o drama vivido pela Argentinanão elegerá nenhum candidato a presidente do Brasil. O secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio Neto (PSDB), porém, afirma que a situação valoriza a imagem do presidente Fernando Henrique Cardoso e de seu bem-sucedido plano de estabilização monetária, reforçando seu peso como o grande eleitor na corrida presidencial. Isso deve favorecer o ministro da Saúde, José Serra, provável candidato do PSDB.
O Brasil chora pela Argentina, diz Virgílio, ao salientar que a crise só descolou do Brasil pela competência do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, na gerência da economia nacional.
A popularidade do presidente já vinha crescendo lenta e consistentemente. Agora o crescimento será mais rápido, aposta Virgílio. Ele está convencido de que já começa a haver um movimento antecipado de saudades de FHC, embalado pela crise que mostra a consistência da política econômica brasileira.


