Depois de cobrar a votação das reformas na Câmara, o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu ontem o empenho dos senadores, para retomar a reforma da Previdência, parada há um ano no Senado. Fernando Henrique reuniu um grupo de senadores no Palácio da Alvorada e pediu a contribuição ‘‘daqueles que estão’’ do seu lado para aprovar a reforma. Até o dia da votação do parecer da reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), previsto para terça-feira (15), o presidente vai conversar com cada um dos senadores que integram a comissão.
Com um discurso em defesa dos aposentados do serviço público, Fernando Henrique tentou reverter o principal entrave da reforma previdenciária no Senado: a quebra da paridade entre os salários dos servidores ativos e os benefícios dos inativos. Todo o esforço do governo no Senado está sendo o de acabar com as resistências dos senadores a essa proposta. ‘‘Eu jamais proporia uma reforma contra os aposentados’’, disse o presidente durante a reunião.
Na reunião do Alvorada, para a qual foi convidado o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e mais oito senadores da base aliada, foi produzida uma fórmula, apresentada como a alternativa mais viável para resolver o impasse da paridade. A fórmula consiste em manter a paridade de 100% dos benefícios pagos pelo setor público com os salários cujo valor alcance os dez salários mínimos. A partir daí, o governo propõe a aplicação de uma tabela progressiva, que reduzirá o valor da aposentadoria em até 30% do valor do salário pago na ativa.

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