O presidente Fernando Henrique Cardoso cobrou de Cuba, no encerramento da Cúpula das Américas, ontem em Santiago do Chile, o cumprimento do compromisso com a democracia - uma exigência para que o país de Fidel Castro seja admitido no clube integrado por todos os outros 34 países do continente.
‘‘Por que não dar os passos da democracia, que são tão bem-vindos por todos, para que amanhã nós todos possamos dizer: nossa América é uma só, democrática e feita de irmãos’’, disse o presidente em seu discurso. Único país do continente americano excluído das negociações para a formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), Cuba não tem chances de participar a curto prazo do projeto de bloco econômico, avaliou FHC.
Segundo o presidente, por enquanto falta ‘‘clima’’ para tratar da integração econômica: ‘‘Acho que ainda não, e nem acho que seja do interesse. Porque nós estamos discutindo a integração de economias que funcionam de outra maneira, com outras regras.’’
Em resumo, a posição do governo brasileiro, reiterada ontem pelo presidente, é condenar o embargo comercial a Cuba, reconhecer os esforços do governo cubano na área social e, ao mesmo tempo, cobrar uma abertura política maior do governo de Fidel Castro.

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