FHC cobra aprovação das reformas
France-PresseMeia volta, volverFHC se despede do primeiro-ministro José Maria Aznar: desculpe-me Muito abalado e abatido, o presidente Fernando Henrique Cardoso, pouco antes de regressar ao Brasil, ontem, lamentou profundamente a morte do líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), e apontou a rápida aprovação das emendas constitucionais, em tramitação no Congresso, como a única saída para efetivar as reformas no País. Não há mais razão para postergação, declarou o presidente, cobrando dos parlamentares que cada um assuma sua responsabilidade perante o País.
Para o presidente, aprovar as reformas, até mesmo a previdenciária, na terça-feira, como está previsto, é a melhor maneira de o Congresso homenagear tanto Luís Eduardo, como o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, que morreu na noite de domingo. Espero mesmo que o Congresso agora entenda que a melhor homenagem que pode prestar a Luís Eduardo Magalhães, a melhor saudade que pode também manifestar ao Sérgio Motta, é nós votarmos essas medidas pelas quais eles se empenharam tanto, apelou ele, acrescentando que tem certeza que o Congresso será sensível a isso.
Demonstrando estar muito emocionado, o presidente classificou como um grande golpe a morte de Luís Eduardo. Eu perdi dois irmãos, disse ele, alegando que não sabia informar direito qual o significado real das mortes de Luís Eduardo e Motta - os principais articuladores políticos do governo no Congresso. Só mais tarde vamos poder avaliar isso.
Ao lado do chanceler espanhol, Abel Matutes, Fernando Henrique contou ter falado com ACM na madrugada de ontem, assim que soube da notícia. Falar é modo de dizer; nem eu nem ele pudemos falar nada; choramos juntos pelo telefone, declarou, confirmando a disposição de cancelar todos os compromissos e regressar ao Brasil.
Fernando Henrique, a princípio, avisou que não falaria com a imprensa sobre a morte de Luís Eduardo. Mas, diante dos apelos, cedeu. Ele começou a entrevista dizendo que não tinha palavras para expressar o ocorrido. Depois do Sérgio (Motta), agora o Luís Eduardo; são pessoas queridas, afirmou o presidente, acentuando que não estava preocupado com a questão política, mas sim com a questão humana, a questão pessoal.
À imprensa espanhola, Fernando Henrique pediu desculpas por estar cancelando a visita, mas prometeu voltar entre os dias 18 e 20 de maio, quando vier à Europa, para uma visita a Portugal. Eu quero aproveitar para deixar aqui também, ao povo da Espanha, ao governo da Espanha, as minhas desculpas, pediu ele, acrescentando que acredita no entendimento deles sobre o acontecido. Agradeço, uma vez mais ao governo da Espanha por ter compreendido que não havia condições psicológicas para continuar aqui neste país, acentuou ele.





