DivulgaçãoEmpolgaçãoAnimado com a recepção dos gaúchos, Fernando Henrique agitou a bandeira do Brasil no ginásio do InterO presidente Fernando Henrique Cardoso cantou e dançou ao som do jingle da campanha da reeleição, ontem, embalado pelos aplausos de cerca de 20 mil pessoas que lotaram o Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. Foi a primeira viagem do presidente na condição de candidato, abrindo oficialmente a campanha da reeleição, em parceria com o candidato e governador licenciado do Rio Grande do Sul, Antonio Britto (PMDB).
O anfitrião, que também concorre a um segundo mandato, reuniu nada menos que 11 partidos na coligação - o palanque dos sonhos de Fernando Henrique, que só conseguiu pacificar os aliados do projeto da reeleição em oito dos 27 estados. ‘‘Aqui, temos o palanque completo, com a união para vencer no Rio Grande’’, discursou o presidente-candidato. ‘‘Mas vou percorrer o Brasil, mesmo onde o palanque estiver capenga porque tenho o povo’’, completou, animado com a acolhida dos gaúchos.
‘‘A organização foi impecável, sem nenhuma falha’’, comemorou o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, certo de que a arrancada para rever o favoritismo do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato das oposição, dará bom resultado. ‘‘O Rio Grande mostrou que 1998 vai reverter 1994 para Fernando Henrique e confirmar a vitória de Antonio Britto’’, emendou o ministro, lembrando que há quatro anos foi Lula quem venceu a eleição presidencial no Estado.
Outros dois companheiros de Padilha no ministério também subiram no palanque montado no Gigantinho: Paulo Renato Souza, da Educação, e Francisco Turra, da Agricultura, mas não discursaram.
No discurso, Britto destacou que nem ele nem o presidente estão fazendo a campanha da continuidade. ‘‘Estamos aqui para a campanha do avanço, do progresso do Rio Grande do Sul e do Brasil’’, insistiu Britto, ao agradecer também a presença dos 5 mil manifestantes que ficaram do lado de fora do ginásio, que comporta pelo menos 16 mil pessoas, mas estava superlotado.
Segundo o governador, licenciado para se dedicar exclusivamente à campanha, não é ele ou Fernando Henrique que fazem questão de um segundo mandato. ‘‘O outro é que está fazendo questão de se reeleger líder da oposição no Brasil’’, debochou. ‘‘Levanta a mão e vamos lá, o Brasil está avançando, ele não pode parar’’, encerrou Fernando Henrique, ao ritmo de um fandango do grupo de jovens do Coral La Salle, de Canoas (RS).

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