FHC cai e agita a Bolsa de Valores
FHC cai e agita a Bolsa de Valores
Com os boatos de que ele cairia na pesquisa a Bolsa despencou 3%. Com a confirmação da queda humor da Bolsa pode piorar
Agência Folha
Arquivo FolhaOscilaçãoFernando Henrique: mercado apostava que eleição seria resolvida no 1º turnoSe os negócios já não iam bem, as perspectivas para a Bolsa de Valores de São Paulo nessa segunda-feira ficaram ainda piores. A crise na Rússia derrubou as cotações em maio.
Agora, o mercado financeiro teme a repercussão da queda de Fernando Henrique Cardoso na pesquisa eleitoral do Datafolha de ontem. A pesquisa registrou empate técnico entre FHC e seu principal concorrente, Luís Inácio Lula da Silva, do PT.
Em um mês, FHC caiu de 41% para 34% das intenções de voto, enquanto Lula passou de 24% para 30%. Essa pesquisa deve mexer com o mercado financeiro. Há algum tempo, o mercado dava como certa a vitória do presidente no primeiro turno, depois passou a comprar a idéia de um segundo turno. Se o mercado se impressionar pelos resultados da pesquisa, pode tentar testar o Banco Central , diz o ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega.
Arquivo FolhaSubindoLula: em um mês o candidato do PT passou de 24% para 30% nas intenções de voto
O mercado financeiro aposta em FHC por entender que ele significa a continuidade das reformas recomendadas pelos investidores internacionais.
Na sexta-feira, a Bolsa despencou 3%, devido aos boatos de que o presidente cairia nas pesquisas. Confirmada a boataria, o humor pode azedar mais.
A situação ainda é mais complicada porque está aumentando o risco de se investir em economias emergentes. É muito difícil falar sobre o Brasil com os investidores estrangeiros que alocam recursos em Bolsas. Eles nem querem ouvir falar de mercados emergentes , diz Jorge Simino, diretor de renda variável do Unibanco Asset Management.
A irritação com os países em desenvolvimento está se acentuando pelo aprofundamento nas crises na Ásia e na Rússia.





