FHC autoriza que usem seu nome
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Agência Estado 
André Lara Resende liga para FHC na véspera do leilão. O presidente autoriza explicitamente a utilização de seu nome para pressionar a Previ a entrar no consórcio formado pelo banco Opportunity e a empresa Stet, do grupo Telecom Itália.
André - Nós gostaríamos de ter um segundo consórcio bidando de qualquer maneira. O segundo consórcio, quem estava mais ou menos montado, eram os italianos, de novo, coordenados com o Opportunity, onde eles já estão, têm um acordo, estão amarrados um com o outro. E, especialmente, os fundos que era a Previ. Mas a Previ bandeou para um segundo grupo.
FHC - Sei.
André - Esse segundo grupo é o seguinte: só é todo mundo nacional e não tem operadora... Então, o que nós precisaríamos é o seguinte. Com o grupo do Opportunity, nós até poderíamos turbiná-lo nós, via BNDESPar. Mas o ideal é que a Previ entre com eles lá.
FHC - Com o Opportunity?
André - Com o Opportunity e os italianos.
FHC - Certo.
André - Perfeito? Porque aí esse grupo está perfeito.
FHC - Mas... e por que não faz isso?
André - Por que a Previ tá... tá do outro lado.
FHC - A Previ?
André - Exatamente. Inclusive com o Banco do Brasil que ia entrar com a seguradora etc., que diz, não, isso aí é uma seguradora privada...
FHC - Cheira a manobra perigosa.
André - Mas é quase explícito.
FHC - Eu acho.
André - Então, nós vamos ter uma reunião aqui. Vem aqui aquele pessoal do Banco do Brasil, o Luiz Carlos etc. Agora, se precisarmos de uma certa pressão...
FHC - ...Não tenha dúvida.
André - A idéia é que podemos usá-lo aí para isso.
FHC - Não tenha dúvida.
André - Tá bom.


