Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso assinará o decreto de demissão dos ocupantes do segundo escalão nos dias 26 e 27. E de exoneração dos ministros, nos dias 30 e 31, dentro de um acordo feito com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, deixará o caminho limpo para as nomeações que serão feitas pelo futuro presidente. Ao todo, a União tem 22.462 cargos e confiança, mas cerca de 75% são ocupados por funcionários de carreira. Sobram uns 5 mil, mas o PT calcula que trocará apenas cerca de 750 nomes.
A confirmação de que vai exonerar os funcionários de confiança do segundo escalão nos dia 26 e 27 foi dada pelo presidente Fernando Henrique ao líder do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), na semana passada. Antecipando-se ao PT, Geddel pediu ao presidente que demitisse da presidência da Companhia Docas da Bahia seu pai, Afrísio Vieira Lima.
Mas Fernando Henrique respondeu-lhe que não anteciparia nenhuma demissão, para não parecer que estava perseguindo alguém. E que faria tudo num pacote, depois do Natal.
Existem cargos de segundo escalão que são mais disputados que os ministérios. É o caso da presidência e das diretorias da Petrobrás, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Correios, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Furnas, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisto (Codevasf), Eletronorte, Eletrobrás e Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

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