São Paulo O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou, de forma indireta, o PT e disse que, se o país for ''mudar por mudar, é melhor ficar como está''. ''Para piorar, ai meu Deus, deixe ficar como está, que não está tão mal assim'', disse FHC, na cerimônia de inauguração do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo.
O presidente foi ainda mais incisivo, alguns minutos depois, em entrevista à imprensa, quando afirmou que mudanças que representam ''situação de descalabro'' e ''propostas descabeladas'' são uma ''má mudança''.
Sem citar o nome do candidato de oposição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), FHC disse que o Brasil precisa continuar sonhando. ''Temos de continuar sonhando que o Brasil vá ficar em mãos competentes e que vá continuar a construir com generosidade, sem ódio, sem mesquinharia.'' O PSDB montou, nesta semana, a estratégia de segundo turno na campanha de José Serra, que prevê, entre outras coisas, a maior participação do presidente.
Apesar de só ter pronunciado uma vez o nome de Serra, quando disse que o tucano era o seu candidato, FHC mostrou mais sintonia com a campanha ao usar expressões comuns no comitê tucano. Falou em ''caminho seguro'' e pediu mais debates e clareza nas propostas dos candidatos. Criticou o que chamou ''palavras vagas''.
Ao comentar a falta de envio de verbas para a construção do Rodoanel por parte da Prefeitura de São Paulo, administrada pelo PT, FHC fez uma crítica direta.

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