FHC adota silêncio sobre manobras do PMDB no Senado
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domingo, 11 de fevereiro de 2001
Gerson Camarotti Agência Estado De Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso não esconde o seu desconforto com as recentes ameaças do PMDB de que haverá uma crise de governabilidade no País, caso o senador Jader Barbalho (PA) não seja eleito presidente do Senado. Na semana passada, alguns caciques peemedebistas fizeram chegar ao presidente que não aceitariam a cumplicidade do Palácio do Planalto em permitir uma manobra para facilitar uma ação de última hora do PFL para derrotar Jader.
Segundo um ministro com bom trânsito no Planalto, o presidente decidiu ficar em silêncio sobre este assunto para evitar polêmica. O governo tambémquer evitar que os partidos aliados usem politicamente o presidente na disputa. Não haverá nenhuma interferência do presidente Fernando Henrique e nem de integrantes do Palácio do Planalto nesta briga do Congresso, reforçou este ministro.
A principal ameaça feita pelo PMDB é de que uma eventual derrota de Jader vai enfraquecer a posição dos governistas do partido, ampliando o espaço de oposicionistas ao Planalto dentro da legenda. A principal colocação do PMDB é a volta do governador Itamar Franco ao partido, maior desafeto do presidente Fernando Henrique.
Ontem, o candidato do PMDB a presidência do Senado, Jader Barbalho, amenizou as advertências feitas por seu partido ao presidente Fernando Henrique. Não existe ameaças; pelo menos da minha parte, explicou Jader. Apesar da negativa, pelo menos dois integrantes do partido chegaram a alertar Fernando Henrique pessoalmente desses riscos.
Outra preocupação do governo é com o baixo nível da disputa no Congresso. A avaliação feita por um ministro, é que se não houver um trabalho para a recuperação da imagem dos aliados na Câmara e no Senado, a bancada governista poderá diminuir nas eleições de 2002.
A eleição para presidentes do Senado e da Câmara Federal será na quarta-feira.


