FHC acusa Lula de stalinista
FHC acusa Lula de stalinista
Agência EstadoNovo rumoFernando Henrique e o ministro Paulo Renato: discurso reforçando programas de ação social do governoO presidente Fernando Henrique Cardoso partiu ontem para o contra-ataque a seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, após as pesquisas eleitorais apontarem o crescimento da candidatura do petista. Como nunca fui stalinista, não tiro do passado as fotografias das pessoas com as quais, eventualmente no presente, não se esteja muito de bem, afirmou em resposta a recentes declarações de Lula, que o acusou de ter esquecido seu passado de esquerda e ter fechado as portas do governo para a oposição e movimentos sociais organizados.
Em discurso durante a regulamentação do programa de renda mínima, Fernando Henrique destacou a ação de seu governo na área social, citando outros programas de renda mínima desenvolvidos pelo governo: a assistência a idosos e deficientes e o programa de erradicação do trabalho infantil. O custo desses três programas é de R$ 1,3 bilhão, afirmou. Fernando Henrique também citou como um programa de renda mínima o pagamento de aposentadoria aos trabalhadores rurais. Estou dando estes dados, porque muitas pessoas não têm informação da estrutura do Estado, do governo, disse. Pensam que não existem programas efetivos, de assistência social, que o governo não está cuidando disso.
Fernando Henrique citou o senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) e o deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS) como autores do projeto de renda mínima no Congresso e referiu-se ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) como paladino da matéria. Acusou-o de apoiar uma idéia que no início era um exemplo puro de neoliberalismo. Eu não sou neoliberal e não acredito que o indivíduo seja o único juiz das necessidades da sociedade, nem mesmo das necessidades de sua família.
Coube ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, fazer o alerta de que, mesmo sendo regulamentado a quatro meses e meio das eleições de outubro, este programa não renderia dividendos eleitorais. O governo não passará a distribuir os recursos amanhã, avisou no discurso. Este não é um projeto eleitoral, não tem possibilidade de ser usado como moeda de troca eleitoral. Segundo o ministro, a idéia é regulamentar agora para que os primeiros convênios possam ser assinados depois das eleições.





