Festa e protesto marcam volta de ACM
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quinta-feira, 31 de maio de 2001
Agência FolhaDe Salvador 
Uma multidão com faixas e bandeiras de apoio aguardou o ex-senador Antonio Carlos Magalhães no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, que desembarcou em Salvador por volta das 17 horas de ontem. A Bahia me dá tudo. Fico muito feliz e estimulado (com a recepção), declarou ACM. O pefelista foi recepcionado na porta do jatinho que o levou à cidade pela mulher, Arlete, e por outros parentes. Cercado por admiradores e seguranças, ACM levou quase meia hora até chegar à porta do aeroporto.
Grupos de música locais o homenageavam, enquanto um carro de som tocava o Hino Nacional Brasileiro e convocava a população para o ato de apoio ao ex-senador, organizado no Pelourinho. Além de faixas, simpatizantes de pefelista baiano vestiam camisetas em sua homenagem com a inscrição: Presidente, senador, governador. ACM, agora, mais do que nunca.
Já os adversário organizaram uma festa para comemorar a renúncia de ACM. O grupo percorreu os oito quilômetros que separam as praças Campo Grande e Castro Alves sem entrar em conflito com a Polícia Militar. Na avaliação dos manifestantes, pelo menos 10 mil pessoas participaram do ato público. A PM estimou o número em 3 mil.
O único embate registrado ocorreu horas antes da passeata. Ao meio-dia, a PM decidiu apreender o carro de som que comandaria o evento, marcado para as 15 horas. Depois de uma minuciosa vistoria, que atrasou o início da manifestação em uma hora, o automóvel foi liberado. Na cidade do axé, isso não vai acabar em acarajé, era o lema do carro patrocinado pelo Sindicato dos Bancários, que distribuía o quitute baiano para os participantes da passeata.


