Brasília - Cerca de 1.100 homens, entre policiais civis, militares e seguranças particulares, vão trabalhar hoje nas convenções do PMDB, no Senado, e do PSDB, no Ginásio de Esportes Nilson Nelson. Pelo menos dois fatores estão preocupando as autoridades policiais. Uma delas é a extensa exposição a que será submetido o presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção tucana. E a outra é a pequena capacidade do auditório Petrônio Portela, no Senado, onde estarão reunidos os peemedebistas. Para garantir a segurança, foram convocados 900 policiais civis e militares, para trabalhar na área interna do ginásio e no Senado.
‘‘Mandaremos pelo menos 450 policiais para cada local, sem contar com a segurança própria de cada partido’’, afirma o coordenador de planejamento operacional da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, coronel Carlos Lopes da Cunha.
O PSDB contratou uma empresa que enviará 50 seguranças para o ginásio Nilson Nelson, onde deverão estar concentrados mais de 7 mil pessoas. No Senado, além do reforço de mais 50 agentes do serviço de segurança da Casa, a convenção do PMDB, com um público estimado de, no máximo, mil pessoas, contará com mais 150 homens contratados pela executiva nacional do partido. O maior problema é a capacidade do auditório, com apenas 350 lugares, embora seja o maior do Congresso.
‘‘Esperamos que haja uma rotatividade dos frequentadores da convenção, caso contrário haverá problemas’’, afirma o diretor de segurança do Senado, Claylton Zanleorenci.
Problemas - Apesar de o auditório não dispor de saídas de emergência e ter apenas uma porta para entrada e saída, a preocupação está mesmo no Ginásio de Esportes Nilson Nelson, no centro de Brasília. ‘‘Temos um vasto espaço, estacionamento amplo, mas o presidente Fernando Henrique, seus ministros e outros políticos ficarão muito expostos. Por isso, temos que ficar atentos’’, afirma o coronel Lopes.
Outra preocupação da Secretaria de Segurança Pública é relacionada aos seguranças que normalmente acompanham o senador cassado Luiz Estevão, ainda integrante do PMDB do Distrito Federal. Normalmente vestidos de amarelo - a mesma cor do time de Estevão, o Brasiliense - os hollings, como vêm sendo chamados por policiais, numa alusão aos fanáticos e violentos torcedores ingleses, sempre criaram problema em atos desta natureza. Tanto é que a PM acionou seu serviço de inteligência para monitorar os integrantes do grupo, quase sempre lutadores de artes marciais.

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