O Palácio do Planalto se calou diante do discurso de renúncia do senador Antonio Carlos Magalhães. O presidente Fernando Henrique Cardoso assistiu e ouviu as duras críticas do ex-aliado político ao lado de quatro ministros e posteriormente evitou fazer, oficialmente, comentários. Nos bastidores do Planalto o ataque foi recebido como ‘‘uma manifestação de ódio fortuito’’.
O presidente escalou os líderes do governo no Congresso para responder as críticas. O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), optou por desdenhar o ataque de ACM. ‘‘Ele nada expressou que tivesse incomodado o presidente Fernando Henrique.’’ Ele garantiu que em nenhum momento o discurso de ACM preocupou o presidente Fernando Henrique.
O senador Romero Jucá (PSDB-RR) rechaçou as acusações de ACM, ponderando que o governo não tem ‘‘absolutamente nada a ver’’ com o assunto da violação do painel de votações que induziu o senador a renunciar. O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, articulador político do governo, usou de ironia para contestar as críticas de ACM. ‘‘O doutor ACM, ao invés de concluir com grandeza sua vida pública, o fez com mágoa, deixou de ter a dimensão nacional e talvez não tenha espaço na própria Bahia’’, disse.

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