A convocação extraordinária do Congresso termina hoje, com a aprovação, em primeiro turno, da reforma administrativa e previdenciária e um custo de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos referente ao pagamento de jetons para deputados e senadores. A Câmara aprovou 36 matérias no período extra e deu ao governo a votação mais aguardada do pacote de reformas, a emenda da Previdência. ‘‘A convocação extraordinária foi extremamente positiva e surpreendeu a nós mesmos’’, disse o líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). ‘‘Tínhamos vontade de votar a Previdência, mas não tínhamos certeza de que conseguiríamos.’
Os deputados foram retribuídos com uma semana de recesso branco, além da semana do carnaval. No Senado, o descanso também será dado. O presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse que, pelos dados de que dispõe, o Senado brasileiro tem sido mais produtivo e têm mais frequência de seus integrantes do que o dos Estados Unidos. ‘‘Os senadores podem ir para seus estados e disputar qualquer cargo eletivo, pois cumpriram com o seu dever para com o País e com os Estados que representam’’, disse.
Numa reunião ontem no gabinete do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), os líderes decidiram que o melhor era liberar as bancadas na próxima semana dos trabalhos parlamentares. Poderá haver algum trabalho de comissão, mas o plenário estará fechado. Michel Temer queria abrir o painel de presença durante a semana - uma forma de evitar a crítica de ter liberado os parlamentares. Mas desistiu depois do argumento de que o vazio do plenário era inevitável. Se as ausências dos parlamentares fossem computadas durante a próxima semana, um único dia (a quarta-feira) seria suficiente para justificar o corte legal de R$ 5.000,00 no salário do ausente, já que seria a única sessão do mês de fevereiro.

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