Curitiba- A maioria dos 399 municípios do Paraná adotou o esquema de férias coletivas neste final de ano, como medida de contenção de despesas. De acordo com levantamento divulgado ontem pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), 87% das prefeituras aderiram à solicitação da entidade, que vinha defendendo a medida.

As administrações municipais estão de férias desde o dia 20 de dezembro. Algumas marcaram o fim da folga para o dia 7 de janeiro, enquanto outras (59%) fecham as portas por um mês, até o dia 20. Como o período é de pouco movimento, os prefeitos decidiram reduzir o expediente com o objetivo de dar maior folga aos cofres públicos.

Os serviços essenciais, como saúde, segurança, coleta de lixo e tesouraria (exigência da lei) não entraram no esquema.

Os prefeitos estão encontrando dificuldades para respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em vigor desde maio do ano passado. Ao analisar as contas de prefeitos paranaenses, os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) têm feito uma série de observações em relação a gastos com pessoal e outros limites impostos pela LRF.

O presidente da Associação dos Municípios do Paraná, e prefeito de Barracão (90 quilômetros a Oeste de Francisco Beltrão), Joarez Lima Henrichs (PFL), considera a adesão das administrações municipais ''excelente''. O resultado ficou acima do esperado. A estimativa inicial era que 80% das prefeituras optassem pelas férias. A proposta de decretar a folga coletiva foi sugerida no final de novembro.

Henrichs disse que vai repetir a medida no ano que vem. ''Vamos organizar com mais antecedência, porque este ano foi feito meio atropelado'', declarou.

Em Barracão, por exemplo, a administração pública fica de férias até o dia 20 de janeiro. Os cálculos feitos pelos técnicos da prefeitura apontam que a economia no período será de R$ 36 mil, o equivalente a 15% da receita do município (R$ 240 mil em dezembro).

Este ano, o governo do Estado marcou, pela segunda vez, férias coletivas para os servidores públicos. No ano passado, durante 11 dias, foram economizados R$ 9 milhões com despesas de custeio (água, luz, telefone, combustível).

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