Feriado da Semana Santa deve esvaziar votações no Congresso
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domingo, 08 de abril de 2001
Agência Estado De Brasília 
Depois de sucessivas semanas de turbulência política, o Congresso Nacional deverá ter uma semana de trégua graças ao feriado da Semana Santa. O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), marcou sessões deliberativas na terça e na quarta-feira, mas dificilmente haverá deputados suficientes para examinar as matérias da pauta de votação. Além disso, há o impedimento provocado pelos projetos de lei complementar que regulamentam os fundos de pensão públicos e privados que necessitam de metade mais um dos integrantes da Casa para serem aprovados.
Fora das conversas de bastidores, a movimentação na Câmara se restringirá aos dois depoimentos marcados para terça e quarta-feira na CPI que apura irregularidades ligadas ao futebol. Serão ouvidos o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o executivo do Bank of America Luis Barbosa.
No Senado, salvo uma inesperada troca de acusações entre o presidente Jader Barbalho (PMDB-PA) e seu antecessor, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), as sessões em plenário se limitarão aos discursos de parlamentares, sem a votação de matérias. Os líderes adiaram a retomada da reforma política para o dia 25, quando serão votados os projetos que alteram o prazo de filiação partidária e institui o financiamento público para as campanhas eleitorais.
O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), quer aproveitar a semana para conversar com os colegas sobre a votação da lei das Sociedades por Ações (Lei das S.A.), já aprovada na Câmara.


