Federal quer apurar vazamento de declarações
A Polícia Federal (PF) de Maringá vai abrir inquérito para apurar o responsável pelo vazamento das declarações do ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi, durante depoimento à Justiça Federal. O pedido partiu do juiz criminal Anderson Furlan Freire da Silva, que alega segredo de Justiça para o caso.
Todas as pessoas que estavam na sala de audiências, segundo o delegado Beno Leowenstein, serão chamadas no transcorrer do procedimento. Além do pessoal da Justiça, estavam presentes durante o depoimento do ex-secretário da Fazenda acusado de desviar milhões, agentes da PF e os advogados de defesa de Paolicchi e dos outros servidores acusados.
Wagner Pacheco e Moisés Zanardi, advogados de Luis Antônio Paolicchi, disseram-se surpresos com o vazamento das declarações. Isso pega mal para todos e compromete a segurança do nosso cliente, disse Pacheco. Ele adiantou que ainda ontem pediria mais atenção no policiamento da guarda de Paolicchi, no quartel da Polícia Militar de Maringá. Para Zanardi, a tensão normal do caso ficou ainda maior. Isso não poderia ter saído de lá.
O advogado de Jorge Sossai e Rosimeire Barbosa, os servidores da prefeitura incriminados de participar dos desvios, criminalista Israel Batista de Moura, alega que nem entrevista concedeu à imprensa depois que deixou o prédio da Justiça Federal no dia em que assistiu ao depoimento. Ele confirmou que as informações que vazaram têm detalhes que indicam serem gravadas. Para nossos clientes, o depoimento foi bom porque Paolicchi inocentou os dois, disse Moura.
O diretor da Vara Federal Criminal de Maringá, João Cláudio Moraes Caiçara da Silva, disse que não tem nem como desconfiar de quem tornou o depoimento público. O delegado Beno Loewenstein explicou que se o responsável for identificado, pode responder a processo criminal. Se for funcionário público, será aberto também processo administrativo. (M.Z.)





