Federal já prendeu 20 no Acre
Edmilson Ferreira
Agência Estado
De Rio Branco
Com base em informações de agentes civis, 28 homens do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal passaram a tarde de ontem em fazendas em Rio Branco (AC) para encontrar os policiais civis Sérgio Moreira Gomes, o Keneddy, e Raimundo Alves de Oliveira, o Barroso, que tiveram a prisão decretada pelo juiz federal Pedro Francisco do Santos, juntos com outros 26 supostos traficantes e envolvidos com os grupos de extermínio que seriam liderados por Hildebrando Pascoal.
O COT começou às 6 horas a cumprir os 28 mandados. Parte dos acusados, como os PMs Ferdinando Mendes e Pedro Honorato Neto, o H. Neto, apresentaram-se na sede da PF e foram conduzidos para o Comando-Geral da Polícia Militar, onde ficarão presos por 30 dias. Por volta das 16 horas, 20 suspeitos, tinham sido presos.
Dois primos de Pascoal, Pedro Brandeira, policial civil e vereador em Senador Guiomard (25 quilômetros de Rio Branco), e Pedro Duarte, tenente da PM, foram presos à tarde.
A família do agente civil José de Oliveira Gomes, o Nêgo Gomes, que trabalha em Vila Campinas (100 quilômetros da capital) passou todo o tempo em frente da Superintendência da PF, esperando que ele pudesse aparecer; os filhos não o vêem há mais de um mês. Apesar de estar na lista de acusados, Nêgo Gomes não tinha sido preso até o fim da tarde.
Ao meio-dia, o superintendente da PF, Glorivan Bernardes, fez um balanço parcial da operação. Tudo transcorre tranquilamente; já foi feita grande parte das prisões, alguns se apresentaram e é provável que todos os mandados judiciais sejam cumpridos até o anoitecer, avaliou.
Bernardes fez contatos com o comando das Bases Aéreas de Manaus e Porto Velho para conseguir um avião Búfalo, da FAB, com o objetivo de transportar os presos até Brasília, onde serão recolhidos na Penitenciária da Papuda. Os advogados dos detidos vão usar os mesmos argumentos para livrá-los da cadeia: inconsistência de provas e cerceamento do amplo direito de defesa, semelhantes aos usados por Pascoal para evitar a cassação.





