A Polícia Federal (PF) de São Paulo aumentou o número agentes na Casa de Custódia, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde está preso desde o dia 8 o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, para impedir qualquer surpresa com relação ao ex-presidente do TRT-SP, preso desde o dia 8. Não foi informado o número de funcionários atualmente no local.
A medida também é uma prevenção da PF por causa da falha de segurança ocorrida na última sexta-feira, que resultou na fuga do preso argentino Francisco Javier Trusso. O argentino é um ex-banqueiro acusado de dar um golpe de cerca de U$ 100 milhões no sistema financeiro de seu país. Trusso fugiu ao ser escoltado pelo agente da PF, José Paraizo até a Santa Casa de Misericórdia.
Segundo a PF, ainda não há informações sobre o paradeiro do fugitivo. Paraizo prestou depoimento na Superintendência da Polícia em São Paulo, e deverá continuar preso na mesma cela onde ficava o argentino, sob a acusação de ter facilitado a fuga.
O ex-juiz Nicolau recebeu durante o final de semana a visita de seu advogado, Alberto Zacharias Toron. Segundo o advogado, Nicolau está bem de saúde e parece ‘‘menos abatido’’. Toron ficou na carceragem por cerca de 20 minutos. Durante a visita ele entregou remédios para o ex-juiz. Nicolau continuou preso durante o fim de semana.
Além do advogado, o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto recebeu também a visita da família. A esposa, Maria da Glória e as filhas Marias Inez e Maria Cristina, chegaram no sábado, por volta das 16h30 e saíram 45 minutos depois. Ao passar de carro no portão do prédio, demonstraram irritação com a presença dos fotógrafos.
A filha mais velha do ex-juiz, Maria Inez, é suspeita de ter dado suporte financeiro ao pai nos 227 dias em que ele esteve foragido. Segundo a Polícia Federal, ela teria montado um esquema, junto com o namorado, Francisco de Azevedo e um advogado conhecido da família. Familiares de Nicolau não conversaram com os jornalistas.

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