Federal anuncia inquérito contra prefeitos do Norte
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segunda-feira, 16 de julho de 2001
Lino RamosDe Londrina 
A Polícia Federal (PF) de Londrina vai instaurar inquérito contra ex-prefeitos do Norte do Estado, entre os quais o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati (sem partido). Belinati é o principal acusado no escândalo AMA/Comurb, que proporcionou desvios que podem chegar a R$ 200 milhões, e foi cassado em junho do ano passado pela Câmara de Vereadores.
As investigações foram requisitadas pela Procuradoria-Geral da República em Londrina. Segundo o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, João Luis do Prado, esses prefeitos descumpriram ordem judicial e não pagaram precatórios (dívidas) trabalhistas. Belinati foi procurado ontem pela reportagem mas não foi localizado.
Também serão investigados pela Federal os ex-prefeitos Nelson Gonçalves Correia (Florestópolis), Geraldo Magela Nascimento (Ortigueira), Luiz Yoshitaro Sato e Armando Luiz Pavão (Jataizinho), além do ex-prefeito de Apucarana, Carlos Scarpelini (PSDB), que responderá a dois inquéritos pelo não-pagamento de precatórios. Nenhum deles foi encontrado pela reportagem para comentar a solicitação da Procuradoria-Geral da República.
Em novembro de 1999, o ex-prefeito de Jataizinho, Luiz Sato (PFL), foi cassado pela Câmara de Vereadores, após ser acusado de desviar recursos da administração. Proprietário do Hospital São Camilo (único da cidade), o médico Sato ainda enfrenta uma briga política com a atual prefeita, Terezinha Sanchez.
Terezinha acusa o ex-prefeito de ter dívidas junto ao Ministério da Previdência Social, que somam R$ 294 mil. Já o antecessor de Sato, Armando Pavão, também é acusado de várias irregularidades na administração de Jataizinho. Prefeito de 1993 a 1996, recentemente ele teria vendido todos os seus bens e mudado para os Estados Unidos.
De acordo com o delegado João Luis do Prado, o valor e o período dos precatórios trabalhistas serão levantados durante a investigação. O que interessa é o descumprimento a uma ordem judicial. Serão apuradas as condições e as circunstâncias em que os precatórios não foram pagos, antecipou.
Os inquéritos deverão ser distribuídos ainda nesta semana. Prado explicou que em razão do volume de trabalho, será feito um rateio entre os delegados federais que atuam em Londrina.


