Curitiba - ''Com exceção das instituições de ensino, não há necessidade de fechar qualquer outro ambiente em função da gripe A.'' A declaração é do secretário Estadual da Saúde, Gilberto Martin, que foi ontem à Assembleia Legislativa para falar sobre o assunto com os deputados estaduais. Na semana passada, um grupo de parlamentares e funcionários da Casa, preocupados com a transmissão do vírus, chegaram a questionar a realização das sessões plenárias. ''O fechamento das escolas é necessário porque é um local onde as crianças têm um convívio próximo e longo entre elas. Mas, nos demais ambientes, onde existe um convívio esporádico e curto, não se justifica'', disse o secretário, embora ressaltando que tal recomendação pode ser revista no futuro, dependendo da evolução da gripe A no Estado.
Martin também aproveitou o espaço na AL para tentar levar tranquilidade à população. ''O que tem circulado de informação ridícula na internet é um absurdo. Infelizmente, a gente tem uma tendência a acreditar no que é absurdo. Mas nós não precisamos de fantasia. Quem quiser ter informação segura é só abrir o site da Secretaria Estadual da Saúde na internet'', disse. Martin também acrescentou que o uso de máscaras nas ruas seria ''uma medida absolutamente desnecessária'' para quem não estiver com sintomas.
Ele ressaltou ainda que em 98% dos casos de gripe A, a pessoa tem sintomas leves ou não tem qualquer sintoma. ''A gripe A chamou atenção porque ela é agressiva para a população adulta jovem.'' Martin também afirmou que, embora o Estado assuma uma racionalidade na prescrição do medicamento contra a gripe A, não haveria risco de falta de remédio.
O presidente do Legislativo, Nelson Justus (DEM), reforçou ontem que não vai suspender as sessões plenárias em decorrência da gripe A. Ele já determinou o fechamento das três galerias que ficam perto do plenário e a distribuição de álcool em gel em determinados pontos do prédio.

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