Brasília - A menos de dois meses do fim do ano, cerca de R$ 13 bilhões do Orçamento de 2005 permanecem bloqueados pela equipe econômica, o que tem acentuado as pressões de vários ministros por mais verbas. A situação mais crítica é enfrentada pelos ministérios das Cidades, Integração Nacional, Turismo, Esportes e Comunicações, além de Minas e Energia - que até bem pouco tempo era comandado pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Todas essas pastas estão com mais de 50% dos recursos orçamentários ''contingenciados''.
No início do ano, a equipe econômica bloqueou mais de R$ 16 bilhões do Orçamento. A promessa era liberar os recursos na medida em que a receita superasse as expectativas, mas isso não ocorreu no ritmo esperado, mesmo com os sucessivos recordes de arrecadação. Há dez dias, por exemplo, o governo anunciou a liberação de R$ 1,2 bilhão para os ministérios, mas até agora esse recurso não foi, efetivamente, distribuído. Ao contrário, algumas pastas recebem pequenos cortes, como é o caso do Ministério da Saúde, que tem as despesas atreladas ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Outra pasta em conflito com área econômica é o Ministério da Educação. Embora tenha 89,2% das verbas liberadas, o ministério não recebeu durante o ano nenhum centavo das verbas adicionais liberadas pelo excesso de arrecadação.

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