Brasília - Apesar da forte pressão política pela correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IR), o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, descartou ontem a possibilidade de o governo fazer uma mudança ainda este ano. Palocci deixou claro que, com o Orçamento de 2004 em andamento, não há como fazer a correção. Ele não fechou, porém, as portas para uma alteração do IR em 2005, quando estará em vigor um novo orçamento, que terá ainda de ser elaborado e aprovado pelo Congresso.
As declarações de Palocci jogaram ''água fria'' na mobilização das centrais sindicais, que reivindicam a correção da tabela pelo menos pela inflação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 11,32%. O ministro da Fazenda havia prometido aos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP) dar uma resposta sobre a correção da tabela em 1º de junho.
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, também afirmou que o governo terá de cortar despesas do Orçamento para acomodar eventual correção da tabela do IR.

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