Faxineiras recebem menos de um salário mínimo
Além do atraso no pagamento de salários, funcionários da empresa Tolimp reclamam do regime de trabalho baseado em horas de serviço. Por essa sistemática, grande parte dos contratados recebe menos de um salário mínimo por uma jornada de até seis horas diárias - excluídos os sábados.
A FOLHA conversou com uma faxineira, que trabalha cinco horas por dia em uma escola municipal da Zona Norte, e que recebe R$ 299. De acordo com ela, o salário mal dá para comprar alimentos para os três filhos. Por isso, algumas vezes não consigo nem comprar material escolar para eles, afirmou. A faxineira é viúva e se mantém graças à ajuda da família. Ela pediu para não ter o nome revelado temendo represálias do empregador.
O chefe de fiscalização da subdelegacia do Ministério do Trabalho em Londrina (DRT), Rogério Perez Garcia, informou que o contrato por hora trabalhada é legal - apesar de gerar vencimentos insuficientes. Isso aumentou muito no serviço público com as terceirizações, explicou. O órgão precisa se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e lança mão desse expediente.
A LRF prevê que o poder público pode gastar, no máximo, 54% da receita com pagamento de salários - o limite prudencial é de 51%. Pela legislação, o gasto com empresas terceirizadas não se soma ao pagamento de salários. (F.C.)





