Fax da Copel pedia indicação de ex-vereador
O presidente da Sercomtel, João Rezende, é enfático em descartar qualquer interferência político-partidária do PMDB de Roberto Requião nas questões relacionadas à parceria feita com a Copel. ''Se existisse, qualquer acordo político seria entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Não passa por nós'', disse.
Rezende estranhou a posição do vice-presidente da telefônica, Oscar Alberto Bordin, sobre uma falta de consenso ao nome de Luiz Chiroma para a diretoria administrativo-financeira da Sercomtel. ''Ele é da mais alta confiança nossa e, estranho, está no cargo desde outubro de 2003 sem que os acionistas da Copel tenham feito qualquer objeção à nomeação dele'', afirmou. Chiroma é funcionário de carreira da empresa há aproximadamente duas décadas.
Um pouco antes, Bordin também havia dito que os atritos na parceria não teriam conotação política. ''Seria desviar do foco, que é a questão da receita'', desdenhou.
Entretanto, a Folha teve acesso a um fax emitido em 22 de fevereiro deste ano a Rezende e assinado pelo diretor de gestão da Copel em Curitiba, Luiz Antonio Rossafa. No documento encaminhado em dia de assembléia de acionistas, Rossada sugeriu o nome do ex-vereador Leonilso Jaqueta (PMDB), vice na chapa da deputada Elza Correia (PMDB) à Prefeitura, para a diretoria financeira, que seria desmembrada da administrativa, bem como as atividades de cada uma.
Até ontem à noite, Rossafa seguia em reunião na Copel. Elza argumentou que a indicação de Jaqueta, feita pelo próprio Requião, não seria ''prêmio (político) de consolação'' por ele ter perdido a eleição e, de quebra, a reeleição para a Câmara. ''O Jaqueta é um homem de negócios, mas infelizmente faltou unanimidade pelo nome dele junto aos acionistas. Foi um pedido do governador ao prefeito (Nedson Micheleti) como acionista. É um negócio, não uma questão política'', defendeu. (J.G.)





