Fatos não abalam grupo, afirma Coutinho
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha por ter supostamente angariado dinheiro para pagamento de propina a vereadores, o presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho Mendes, disse ontem, através de nota enviada à imprensa, que ''os fatos veiculados, de maneira alguma, abalam ou alteram a operação do Grupo Sercomtel''. ''Todas as atividades caminham de forma absolutamente normal, sem que seja afetado um só segmento da empresa.''
Na nota, ele também disse que sacou dinheiro de sua conta pessoal para emprestar ao diretor de Participações da Sercomtel, Alysson Tobias de Carvalho, para que fizesse uma viagem a Curitiba, em nome da empresa, ''para tratar da venda da coligada Adatel''. De acordo com a denúncia, coube a Coutinho ''a função de angariar parte do montante de valores em dinheiro que seriam destinados ao pagamento de propina''. A afirmação é feita com base em provas que estão ''sob sigilo'' e declarações do próprio Coutinho. Ele, que segundo o MP entrou em contradições nas três vezes que prestou depoimento, teria dito que R$ 1 mil seria para uma viagem que Alysson faria a Curitiba em função de compromissos do partido e R$ 4 mil emprestados para que ele comprasse um carro, portanto, versões diferentes da apresentada na nota ontem.
O advogado de Coutinho, Rodrigo José Mendes Antunes, disse à FOLHA que não teve acesso ao processo e que por isso não poderia comentar ''fatos pontuais''. A reportagem buscava saber, por exemplo, porque um dinheiro que serviria para compromissos partidários, ou para compromissos ligados à Sercomtel, sairia da conta pessoal de Coutinho.
Antunes afirmou, no entanto, que ''os fatos descritos em relação ao Coutinho não são verdadeiros e poderão ser esclarecidos assim que eu tiver mais informações sobre o processo''.
Licença médica
Conforme informações da assessoria de imprensa da Sercomtel, Alysson está afastado da empresa por licença médica de 22 dias, contados a partir do último sábado, quando ele deixou a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2). O diretor de Participações foi preso no dia 1º de maio e após passar mal ficou internado no Hospital do Coração por 6 dias, devido a um quadro de sangramento intestinal.
Alysson, assim como Coutinho, Rogério Lopes Ortega e Marco Cito, integra o PDT em Londrina. Ele foi denunciado, pelo MP, por formação de quadrilha e corrupção ativa.


