Farmácia é fechada após denúncia de uso eleitoral
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quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Valmir Denardin 
A Vigilância Sanitária Municipal de Foz do Iguaçu fechou, no final da tarde de anteontem, uma central de medicamentos irregular que funcionava na Secretaria Municipal de Desenvolimento Social. Os dois órgãos pertencem à prefeitura.
Segundo o presidente em exercício do PT local, Reda Soueid, cabos eleitorias do governador Jaime Lerner (PFL) e candidatos a deputado estariam intermediando a distribuição de medicamentos da central para a população pobre.
Além disso, esses cabos eleitorais estariam entregando panfletos dos candidatos na entrada da secretaria. O uso de prédios públicos para a campanha política é vetado pela lei eleitoral. Ontem, Soueid encaminhou denúncia ao juiz eleitoral de Foz do Iguaçu, Paulo Damas.
A sala onde eram guardados os medicamentos foi interditada pela Vigilância Sanitária por uma razão técnica, e não política: a Secretaria de Desenvolvimento Social não tem um farmacêutico responsável, o que a impede de manusear medicamentos.
A Folha procurou por duas vezes, ontem à tarde, a diretora de Promoção Social da secretaria, Visitación Antônia Ferreira. Segundo funcionários, ela não estava. Esses mesmos funcionários não permitiram que a Folha tivesse acesso à sala onde estavam os medicamentos, alegando que apenas a diretora tinha a chave do local.
Mauri Konig, assessor de imprensa do prefeito negou que tenha havido crime eleitoral. Os cabos eleitorais estavam na rua, que é pública. Konig afirmou também que no local eram distribuídos apenas amostras grátis de vitaminas e pomadas para idosos, o que desobrigaria a necessidade de um farmacêutico responsável.


