Faria tudo de novo, afirma Dom Albano
Para o arcebispo de Londrina, Dom Albano Cavallin que participou do Movimento pela Moralização na Administração Pública, que apoiou a cassação de Antonio Belinati (PP) , todo o processo ''foi educativo''. ''Foi educativo porque não gostaria nunca de entrar em um processo com um espírito menos nobre, vingativo, político no sentido partidário. Entrei como cidadão, notava que havia o perigo. Demos um passo de cidadania. As várias forças sociais. Era uma cidade que se organizava em defesa dos direitos'', disse o arcebispo.
Antes de aderir ao movimento, Dom Albano disse que conversou diversas vezes com os promotores que investigavam o escândalo Ama-Comurb. ''A gente buscava a verdade, a moralidade, a documentação. Fui ao Fórum manuseei documentos, contratos.''
Na avaliação do arcebispo, a demora no julgamento das ações pode representar a ''perda da esperança''. ''O perigo é a perda da esperança com relação ao futuro da caminhada jurídica e justiceira do Brasil. Seria preciso cobrar e saber em qual a porta que a gente vai bater para que as coisas aconteçam. Seria preciso acertar a porta exata, organizar as coisas com começo, meio e fim senão, tudo volta a se tornar uma 'pizza''', afirmou Dom Albano que garantiu que faria tudo de novo. ''Se algo se repetir, como cristão, como cidadão, voltaria teimosamente, a fazer tudo de novo.'' (C.O.)





