O pre­si­den­te da As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va (AL) do Pa­ra­ná, Nel­son Jus­tus (DEM), e o pri­mei­ro se­cre­tá­rio da Ca­sa, Ale­xan­dre Cu­ri (­PMDB), no­mea­ram pa­ra ser­vi­ços in­ter­nos na AL pe­lo me­nos se­te fun­cio­ná­rios que nun­ca te­riam efe­ti­va­men­te tra­ba­lha­do lá. A maio­ria são pes­soas li­ga­das de al­gu­ma for­ma a alia­dos po­lí­ti­cos dos de­pu­ta­dos es­ta­duais no mu­ni­cí­pio de Ivai­po­rã (110 km ao sul de Apu­ca­ra­na). Uma de­nún­cia for­mal ao Mi­nis­té­rio Pú­bli­co (MP) de Ivai­po­rã so­bre os ca­sos foi fei­ta no úl­ti­mo dia 18 pe­lo ve­rea­dor do mu­ni­cí­pio Ade­mir Pru­dên­cio da Sil­va (PT). Em de­poi­men­to ao pro­mo­tor de Jus­ti­ça Mar­co Au­ré­lio Ta­va­res, cin­co de­les te­riam con­fir­ma­do que fo­ram no­mea­dos pa­ra car­gos na pri­mei­ra se­cre­ta­ria e pre­si­dên­cia da Ca­sa co­mo ‘‘agen­tes ­políticos’’ em Ivai­po­rã, uma es­pé­cie de re­pre­sen­ta­ção dos de­pu­ta­dos na ba­se elei­to­ral. ‘‘No meu en­ten­di­men­to, os ser­vi­do­res no­mea­dos pa­ra os ga­bi­ne­tes da Me­sa Di­re­ti­va não po­de­riam ­atuar nas ba­ses po­lí­ti­cas. É uma si­tua­ção ­esdrúxula’’, dis­se o pro­mo­tor. Se­gun­do os en­vol­vi­dos na de­nún­cia ou­vi­dos pe­lo pro­mo­tor de Jus­ti­ça, o va­lor dos sa­lá­rios pa­gos pe­la AL fi­ca­va em tor­no de R$ 1 mil. O pro­mo­tor en­ca­mi­nhou o as­sun­to pa­ra o Gru­po de Atua­ção Es­pe­cial de Com­ba­te ao Cri­me Or­ga­ni­za­do (Gae­co), à fren­te da Ope­ra­ção Ec­to­plas­ma, e pa­ra a Pro­mo­to­ria de De­fe­sa do Pa­tri­mô­nio Pú­bli­co de Cu­ri­ti­ba.

● É um grupo de atuação especial criado pela Procuradoria Geral de Justiça em 1995, que tem como função básica o combate a organizações criminosas

● A ação envolveu prisões temporárias e buscas e apreensões visando apurar desvios de dinheiro público e outros crimes envolvendo a Assembleia Legislativa
do Paraná

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