Entre os milhares de londrinenses que foram ao protesto deste domingo contra o PT e o governo federal, havia muitas famílias inteiras, incluindo crianças e até seus cachorros. Os idosos também estavam presentes, como a aposentada Terezinha Odebrecht, de 79 anos. Nem mesmo a gripe forte e a febre fizeram com que ela desistisse de participar. "Eu amo o Brasil e quero que mude essa situação que está aí. Estou esperançosa. A esperança é a última que morre", disse.
O empresário Henrique Oliveira compareceu com a mãe, a mulher e as filhas pequenas, de 4 e 6 anos. "Trouxemos as crianças para elas aprenderem a defender a democracia desde cedo. Acho importante que elas compreendam como funciona o País e lutem contra a corrupção", afirmou.
Quem também levou a filha pequena foi a advogada Rita de Cassia Maistro Tenório. "O brasileiro está cansado de ser enganado. A gente tem de se manifestar toda vez que ficar sabendo que um centavo foi tirado de nós. O governo está tirando da educação, da saúde, da segurança dos brasileiros." Ela afirma estar otimista quanto aos protestos pelo País. E acredita que a presidente será afastada do cargo. "O Brasil precisa de uma reforma política", defendeu.
Já professora Marilda Siqueira incluiu o governador Beto Richa (PSDB) no cartaz que levou ao protesto. Ela defendeu o impeachment da presidente Dilma e também que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigue a corrupção no Paraná. Mas não se mostrou esperançosa quanto à política brasileira. "Trocar Dilma por Aécio (Neves) é o mesmo que trocar seis por meia dúzia", declarou.
O diretor de Indústria da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcus Gimenes, também esteve na manifestação. "A Acil apoia qualquer movimento cívico e ordeiro de combate à corrução. Pesquisa mostra que 93% da população está insatisfeita com esse governo. E a Acil não pode deixar de se manifestar."
O presidente da Unimed Londrina, Oziel Torresin de Oliveira, afirmou que foi ao ato "como cidadão". "Estou aqui para manifestar minha indignação. Não foi o PT que inventou a corrupção, mas ela se alastrou de um jeito que não dá mais para aguentar." Ele lamentou o acordo político que o governo federal costurou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para tentar salvar o mandato da presidente Dilma. "Isso não pode ocorrer. Faz muito mal para o País", declarou.
Seo Antônio foi um dos primeiros a chegar ao ato. Ele não quis revelar o sobrenome. Foi ao protesto com um cartaz onde sei lia: "Fora Social Socialismo Bolivariano. Fora Ditadura ateia bolivariana". Segundo ele, "estamos no início de uma ditadura".

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