Curitiba - Os familiares do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa já estão em Curitiba, prestando depoimentos aos procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) e a delegados da Polícia Federal (PF). A mulher (Marici da Silva Azevedo Costa), duas filhas (Ariana Azevedo Costa Bachmann e Shanni Azevedo Costa Bachmann) e os genros de Costa (Marcio Lewkowicz e Humberto Sampaio de Mesquita), que também são alvos da Lava Jato, vão firmar colaboração premiada. Eles são investigados e processados criminalmente por diversos crimes, segundo o MPF, como corrupção, lavagem de dinheiro oriundo de crimes contra a administração pública, obstrução da investigação, tentativa de destruição de provas e formação de organização criminosa.
Cada um dos acordos seguirá as condições do "acordo principal", fechado por Costa e pela força-tarefa, ainda no mês passado. Nos termos do acordo está previsto a renúncia a bens e valores que são produto e proveito de atividade criminosa. Alguns dos benefícios oferecidos aos familiares são: cumprimento de pena em regime aberto nas condenações relativas a novas acusações oferecidas; substituição da pena privativa de liberdade por restritivas, caso condenados; multa no mínimo legal; suspensão dos demais processos criminais instaurados, pelo prazo de 10 anos, depois de obtida uma condenação transitada em julgado por lavagem de dinheiro oriundo de crimes contra a administração, entre outros.

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