MACEIÓ - A família do empresário Paulo César Farias evitou fazer comentários sobre as declarações e o novo laudo preparado pelo legista alagoano George Sanguinetti. Nem mesmo o porta-voz da família, o deputado federal Augusto Farias (PPB-AL), crítico de Sanguinetti, quis falar. A ‘‘Agência Folha’’ deixou vários recados no telefone celular do deputado e em sua residência, mas até às 18h de ontem o deputado não havia respondido.
Outro alvo de Sanguinetti, o delegado Cícero Torres, responsável pelo inquérito que apurou as mortes de PC e de sua namorada, Suzana Marcolino, em 23 de junho passado, afirmou que mantém sua posição de que o crime foi passional. ‘‘O Sanguinetti continua trabalhando com suposições. Não mudei minha opinião sobre o caso. Minha investigação foi acompanhada pela Polícia
Federal e pelo Ministério Público federal e estadual’’, afirmou Torres.
O juiz do caso, Alberto Correa, afirmou que, em dois dias, o laudo entregue ontem por Sanguinetti no Fórum de Maceió (AL) será remetido para a promotora Failde Mendonça, que pede ou não novas investigações. A promotora afirmou que vai recorrer a um terceiro legista, ‘‘talvez da PF’’, para concluir se pede ou não uma nova perícia sobre o caso. Ela disse que vai se manifestar até o próximo dia 12. ‘‘Quero ter uma pessoa isenta me ajudando a analisar os dois laudos’’, afirmou a promotora. Segundo ela, as declarações de Sanguinetti sobre falhas no inquérito e suposição de possíveis culpados, ‘‘não serão levadas em conta’’. Isso porque, segundo ela, Sanguinetti não pode ser perito oficial do caso e foi convocado apenas para fazer um novo laudo pericial e ‘‘não policial’’.

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