Curitiba - Se autorizada pela Justiça, a família de Osvaldo Magalhães dos Santos, ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário do Esporte e Turismo no governo Jaime Lerner (PSB), está disposta a colaborar com o processo de exumação e exame de DNA do corpo de Osvaldinho, como era conhecido o ex-secretário. A informação é do advogado da família, Claudio Colaço. Segundo Colaço, a família vai fornecer o material genético necessário para comparação com o material do corpo, enterrado no Cemitério Iguaçu, em Curitiba. O advogado explicou que vai pedir a nomeação de um assistente de perícia para acompanhar o trabalho de exumação, que deverá ser feito por técnicos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística, de acordo com o relator da CPI do Banestado, deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB).
Osvaldinho morreu em um acidente de automóvel no feriado de 7 de Setembro de 1998. Na época, era alvo de investigação do Ministério Público (MP), que apurava prejuízos de R$ 600 milhões ao Banestado, originados em empréstimos feitos a empresas que não tinham condições financeiras de restituir os valores. Os deputados da CPI levantaram uma série de suspeitas em relação à morte de Osvaldinho. O pedido de exumação está nas mãos do juiz da 2 Vara Criminal Federal, Sérgio Moro. Ontem, Moro solicitou que o MP federal se manifeste no pedido de exumação em até cinco dias.

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