Bruno Lourenço, irmão de Luís Felipe Lourenço, o brasileiro de 25 anos que ficou tetraplégico após ser jogado contra a parede da cela de uma prisão em Genebra, na Suíça, disse que sua família está inconformada com as agressões. Felipe havia sido detido por ter violado as normas de permanência naquele país. Em entrevista à TV Rio Sul, de Angra dos Reis, litoral sul do Rio, Bruno disse que Felipe tem temperamento tranquilo e dificilmente desacataria um policial suíço. ‘‘Mesmo acusado por algo que jamais faria, o Felipe não perderia a calma’’, garantiu Bruno.
‘‘Essa violência tem de ser apurada, meu irmão não merecia esse tipo de tratamento’’, afirmou Bruno. De acordo com ele, a família só soube das agressões por intermédio da imprensa. ‘‘Levamos um susto quando uma vizinha nos disse ter visto o Felipe na TV.’’
O advogado François Canonica, que representa o brasileiro na Suíça, disse anteontem que vai entrar na Justiça com uma ação de indenização por lesões corporais graves contra o governo suíço. Segundo a polícia, foi Lourenço quem se jogou, para culpar os policiais. O rapaz havia sido expulso do país por estada ilegal, mas havia voltado a Genebra, onde moram duas irmãs e sua noiva, Kátia.
A televisão suíça mostrou imagens do rapaz na quarta-feira, em um hospital, na Suíça, e revelou que, na melhor das hipóteses, segundo os médicos, Felipe pode recuperar o movimento dos braços. Felipe foi operado por um neurocirurgião, que constatou a fratura da quinta vértebra cervical.
Bruno e Luís Felipe trabalharam juntos oito anos em Parati. Eles ofereciam passeios de barco a turistas para Ilha Grande e outras praias e ilhas de Parati e Angra dos Reis. Segundo Bruno, Felipe sempre gostou de pescar e costumava sair de casa às sextas-feiras para passar o fim de semana navegando na Baía de Angra dos Reis.

mockup