São Paulo Da família do prefeito de Santo André, no Grande ABC (SP), Celso Daniel, executado à bala em 20 de janeiro de 2002, para a cúpula do partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ''Voltem às suas origens, empreguem nas suas ações a ética que sempre pregaram'', apelou o professor universitário Bruno Daniel Filho, irmão mais novo de Celso Daniel.
José Daniel, de 53 anos, falou ontem em nome da família, antes da celebração da missa na Igreja do Carmo pelos quatro anos da morte do prefeito de Santo André, ainda cercada de mistérios e desencontros. O apelo, enfatizou, ''serve para todos os que ajudam a obstruir a busca da verdade, que colocam algum empecilho, serve para ele (Lula) também''.
À sombra de uma árvore no quintal de sua casa na cidade de onde está se mudando porque tem medo de ter o mesmo fim do irmão , José Daniel afirmou: ''Celso foi vítima de queima de arquivo.'' Suspeita que o prefeito foi eliminado porque estava montando um dossiê e tomando medidas contra a corrupção que se alastrou na própria administração.
José Daniel fez um relato sobre as investigações, recriminou as ''instituições precárias deste país'' excetuando desse quadro o Ministério Público (MP) e a unidade policial agora encarregada do caso e denunciou que ''o PT não tem colaborado para a busca da verdade.''

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