São Paulo Com a nova versão apresentada pelo Ministério Público para o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), seu irmão, Bruno Daniel, disse esperar a renúncia do deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT). ''O deputado disse que, se estivesse errado, renunciaria. Que renuncie, então.''.
Na época da morte de Daniel (O corpo foi encontrado no dia 20 de janeiro de 2002, em uma estrada de terra em Juquitiba (a 78 km de SP), com sete tiros e sinais de tortura), o deputado foi designado pelo PT para acompanhar toda a investigação. Greenhalgh afirmou estar convencido de que a versão da Polícia Civil, que apontou crime urbano, estava correta. E reiterou essa versão anteontem. Os promotores criminais de Santo André, no entanto, apontaram várias falhas e ''graves divergências'' no inquérito da Polícia Civil.
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Para a Promotoria, é ''irreal'' a versão da polícia de que a quadrilha só pegou Daniel porque horas antes havia perdido de vista um empresário com uma Dakota vermelha, que estaria carregando R$ 40 mil. Aos promotores, os presos teriam admitido que a história foi inventada pelo grupo.
Outra divergência apontada pelos promotores diz respeito à execução de Daniel. Logo no início das investigações, um adolescente de 17 anos disse ter atirado em Daniel pelas costas o que não é factível com o laudo de balística. Esse mesmo adolescente chegou a apresentar sete versões diferentes para o crime. No final, afirmou aos promotores não ter atirado em Daniel.
O Ministério Público acredita que a motivação do assassinato está ligada a um suposto esquema de cobrança de propina instalado na Prefeitura de Santo André.
Anteontem, a Promotoria denunciou o empresário Sérgio Gomes da Silva, pessoa próxima a Daniel, como mandante do assassinato. A denúncia ainda não foi aceita pela Justiça.

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