Família Belinati fica temporariamente fora da política
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sábado, 02 de novembro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
A posse do novo governo no dia 1º de janeiro impõe, ao menos, uma pausa, a um dos mais duradouros ciclos da política estadual, o da família Belinati. No dia 31 de dezembro, a vice-governadora Emília Belinati (PFL) encerra o seu mandato e o seu filho, o deputado estadual Antonio Carlos Salles Belinati (PSL), não se reelegeu. Com isso, o clã fica pelo menos os próximos dois anos fora da política.
A participação dos Belinati na política se inicia em 1968, em Londrina, com a eleição do radialista Antonio Belinati (hoje sem partido), então pelo MDB, como o vereador mais votado. O resultado das urnas o motivou a disputar a prefeitura, em 1972, mas foi derrotado. Em 1976, Belinati ganha o primeiro mandato no Executivo londrinense, feito repetido em 1988 e 1996. Ele ainda obteve dois mandatos como deputado estadual (86 e 94) e um como federal (74). Dois irmãos de Belinati, Waldmir e José, foram vereadores. A filha Cyntia se candidatou em 96 para o Legislativo, mas não se elegeu.
Em 1998, o clã Belinati atinge seu ápice. Belinati estava à frente da prefeitura, Emília se elegeu vice-governadora e Antonio Carlos se tornou deputado estadual.
A queda da família começou em fevereiro de 1999, quando Belinati começou a ser investigado pelo Ministério Público, por possível esquema de fraude em licitações. Em 22 de junho de 2000, Belinati entra para a história da cidade como o primeiro prefeito cassado pela Câmara dos Vereadores.
Apesar do decreto de cassação ter suspendido os direitos políticos de Belinati por três anos, a decisão só valerá quando se extinguirem os recursos. A Justiça de Londrina também cassou seus direitos políticos por oito anos, mas o caso ainda está nos tribunais.
Enquanto isso, o ex-prefeito já anuncia o seu retorno à política. Em agosto, em uma entrevista a uma emissora de TV, Belinati falou sobre o lançamento de sua pré-candidatura. Novamente à prefeitura.


