Curitiba A família de Osvaldinho deve esperar a divulgação das conclusões do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir se entrará com uma ação reparatória por danos morais contra os integrantes da CPI do Banestado. O advogado da família, Cláudio Colaço, tem uma reunião marcada na semana que vem com o pai de Osvaldinho, o ex-deputado federal Joaquim dos Santos Filho, para discutir o assunto.
A família de Osvaldinho estaria inclinada a buscar uma reparação na Justiça, principalmente devido à maneira como foi conduzida a exumação do corpo do ex-diretor da Banestado Leasing. A presença de repórteres no local irritou Santos Filho, que acusou o presidente da CPI do Banestado, Neivo Beraldin (PDT), e o relator da comissão, Mário Sérgio Bradock (PMDB), de terem divulgado a operação à imprensa.
Na ocasião, Santos Filho chegou a discutir energicamente com Bradock. O pai de Osvaldinho chamou o deputado de ''ladrão'', e afirmou ser um desrespeito o fato de Bradock comparecer à exumação portando uma arma. ''Sem dúvida, a maneira como a exumação foi conduzida foi motivo de grande constrangimento para a família, e, em tese, poderia ensejar uma ação contra os membros da comissão. Desde o primeiro momento a família colaborou no sentido de autorizar a exumação e fornecer material genético para a perícia. Não era necessário criar aquela situação. Mas ainda é prematuro afirmar qual caminho será tomado'', afirmou Colaço.

mockup