Faltou política de alianças ao PT no Paraná
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-presidente do PT do Paraná e deputado federal André Vargas (PT) admitiu ontem em entrevista à imprensa que o desempenho negativo do PT nos maiores centros do Paraná, em comparação aos demais Estados brasileiros, é resultado principalmente da ausência de uma política de alianças. ''Padecemos desde 2004 por conta de uma falta de política de alianças efetiva. Faltou aliança em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa. Culpa nossa de não termos atraídos outros partidos políticos.''
Vargas acredita que PT e PMDB separados, por exemplo, ''se fragilizam muito''. ''Partidos isolados num sistema pluripartidário não dão certo. Nos municípios que ganhamos foi por causa de alianças.'' Nas eleições do último dia 5, o PT conseguiu eleger menos prefeitos no Paraná do que o PDT, o PP, o PSDB e o PMDB. Num momento em que o presidente Lula (PT) obtém índices positivos de aprovação, o PT no Estado também não conseguiu vitória nos grandes centros.
Vargas, que saiu derrotado na corrida pela Prefeitura de Londrina, disse que a oposição no Estado foi ''vitoriosa'' ao articular uma frente ampla. ''Aliança não se constrói na eleição. Eles acertaram na tática e agora vamos ver se eles se manterão unidos em 2010, mas aí depende deles. Nós precisamos pensar na nossa estratégia'', disse Vargas, em referência à frente que une Beto Richa (PSDB), prefeito de Curitiba, e os senadores Osmar Dias (PDT) e Alvaro Dias (PSDB), todos possíveis candidatos ao governo do Paraná em 2010.
Para o deputado federal, a hora é de consolidar a união com o PMDB e buscar aliança inclusive com o PDT de Osmar Dias, sigla que integra a base de apoio ao governo federal. ''O PSDB não vai abrir mão de ter um candidato em 2010. Temos uma porta aberta com o PDT. PT, PMDB, PR e PDT seriam uma frente considerável, mas que já precisa estar desenhada no começo do próximo ano. Se não tomarmos juízo agora, quando vamos tomar?'', enfatizou ele.
Mas Vargas não descarta os nomes dos próprios quadros do PT para a disputa estadual. ''Paulo Bernardo, (Jorge) Samek, Gleisi (Hoffmann), eu, somos todos candidatos naturais'', comentou ele. Mas a conversa sobre 2010 começa por quem? ''Começa pela direção partidária. Temos que analisar as coisas e agir.''


