Faltou empenho do governo
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Reportagem Local 
O deputado Padre Roque Zimmermann (PT) não poupou críticas à destinação dos recursos da União. ''Estamos muito longe de estarmos de acordo com esse orçamento, que tem núcleo antipopular, neoliberal. Novamente centra-se no superávit primário e no pagamento da dívida. Achamos que o Brasil suporta isso mais uns dois anos. Depois vira uma Argentina'', avalia.
Padre Roque acredita que o Paraná poderia ter mais investimentos do governo federal se houvesse maior empenho do governo do Estado. ''Eles não se dedicaram a buscar recursos. Os governadores de todos os Estados vinham a Brasília, enquanto o governador Jaime Lerner, nos dois últimos anos, nem mandou secretários.''
O deputado Florisvaldo Fier (PT), o Doutor Rosinha, suplente na Comissão Mista do Orçamento, também avaliou o avanço do Paraná no Orçamento 2002, como ''mérito exclusivo da bancada paranaense''. ''O governador Jaime Lerner não mexeu uma palha para levar dinheiro para qualquer ação do governo. Por isso, os recursos da União serão destinados a ações do governo federal e para prefeituras. Nada para o governo do Estado, porque nunca vi tamanha incompetência.''
Para o secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, o posicionamento do Padre Roque e do Doutor Rosinha ''é uma visão antiga do processo político''. ''Temos uma bancada solidária e trabalhamos muito junto com ela. O segredo de ter sido esse o ano em que conseguimos mais recursos, está em termos dado total liberdade à bancada para destinação dos recursos, além de nosso apoio integral'', justificou.
O deputado José Janene (PPB), considerou o orçamento ''equilibrado''. ''Esse orçamento de 2002 contempla muito a área social, como programas do Bolsa-Escola e o Bolsa-Alimentação. É o resgate de uma dívida social. Conseguimos uma bolada de recursos para o Paraná'', comemorou.


