Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse à reportagem concordar com as declarações da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, em defesa do Judiciário, mas afirmou que "faltou [da parte dela] uma condenação da usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal por um juiz da 1ª instância". Renan se refere à decisão do juiz Vallisney Souza de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que autorizou ação da Polícia Federal no Senado e a prisão de quatro policiais legislativos na sexta (21). Para ele, somente o STF poderia dar aval a essa ação.

Renan informou ter sido convidado pelo presidente Temer para uma reunião nesta quarta-feira (26), às 11h, no Palácio do Planalto. A intenção do presidente é que a ministra Cármen Lúcia também esteja presente. Nessa terça-feira (25), ela rebateu os ataques feitos pelo presidente do Senado contra o juiz que autorizou a operação na semana passada.

Ao comentar a declaração dela, Renan disse à reportagem: "Concordo com ela, tenho consideração e respeito pela ministra, que tem todas as virtudes para conduzir o Judiciário neste momento delicado do país. Mas avalio que faltou a condenação da usurpação da competência do Supremo pela 1ª instância". "Ela (Cármen) fez o que lhe cabe, defender o Judiciário, e eu fiz o que me cabe, defender o Legislativo", afirmou o senador.

Desde cedo Renan avaliava como reagir às declarações da presidente do STF, que pela manhã, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cobrou respeito ao Judiciário, depois de o presidente do Senado ter chamado de "juizeco" o juiz Valisney Souza de Oliveira, que autorizou a prisão de quatro policiais legislativos.

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