Faltam áreas para assentamento, diz CPI
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segunda-feira, 11 de abril de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da CPI da Reforma Agrária, instalada na Assembléia Legislativa no ano passado, Élio Rusch (PFL), e o relator, Mário Sérgio Bradock (PMDB), foram ontem para Brasília apresentar o relatório final dos trabalhos. A conclusão, segundo Rusch, é que o Paraná não tem áreas disponíveis para reforma agrária. Além disso, os deputados vão recomendar ao governo federal uma fiscalização mais rigorosa do uso do dinheiro que é mandado por meio do Banco do Brasil para ajudar as pessoas já assentadas.
''Das 177 propriedades vistoriadas pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em 2003, apenas quatro foram encaminhadas para desapropriação. A única maneira de conseguir terras é o governo negociar a compra de áreas produtivas'', afirmou Rusch. Segundo o deputado, o relatório será entregue para o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, para o Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues e para o próprio Incra. A primeira reunião hoje, segundo Rusch, deve ser o com presidente da CPI Mista da Terra, do Congresso Nacional, senador Álvaro Dias (PSDB).
Além da falta de terras, Rusch informou que o relatório sugere que o governo federal forme uma parceria com os municípios para controlar o uso do dinheiro que é mandado para o desenvolvimento dos assentamentos. ''Os municípios podem colocar técnicos agrícolas e assistentes sociais para ajudar os assentados e também para fiscalizar o uso dos recursos'', segeriu o deputado. Um exemplo da falta de controle citado por Rusch é que cerca de 25% dos assentados já venderam suas terras para terceiros.


